Qua, 14/02/2018 | Atualizado em: 14/02/2018 às 05h00

Amaralina É chifrudo por todo lado do Nordeste!

JOÃO LUIZ SOUZA*
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A folia começou cedo no Circuito Mestre Bimba (Nordeste de Amaralina) e muita gente curtiu o último dia de festa na região. Com atrações saindo desde a manhã, um dos blocos que se destacou foi o Corno Nordestino. Às 15h40 , a queima de fogos no Sítio Caruano (início do circuito) marcou a chegada dos chifrudos que curtiram o samba de roda da Banda Balaio de Gato, grupo que trabalha na feira de São Joaquim e no Pelourinho.

O bloco já faz sua festa há sete anos no Nordeste e esse ano mostrou mais uma vez toda a sua alegria. "Rapaz, aqui normalmente o pessoal toma corno, mas sempre tem aquele cara que fica no bar bebendo, aí começa a chorar e a gente fala pra ele 'não fica assim não, pois acontece com a gente também'. Quem aqui disser que não é corno, está mentindo", disse Joel, presidente do bloco Corno Nordestino.

Se o bloco é dos cornos, não foi difícil ver adereços que remetessem ao touro. Homens, mulheres e até crianças não perderam a piada e usaram capacetes e tiaras com chifres de vários tamanhos e cores.

O cantor Tiago Costa até garantiu que a fama do bloco não fica só para os foliões. "Tem corno até na nossa banda! Não sei se conseguimos curar a dor de corno da galera, mas vamos colocar muita gente pra chorar e sambar", afirmou. Vários idosos compareceram ao samba para relembrar os momentos onde , segundo eles, "a galha" não parava de crescer, porém isso nunca foi problema pra eles, pois o importante é se divertir.

Em Amaralina, alguns blocos possuem abadás, mas a festa é democrática e a maioria das pessoas que vão de pipoca termina se juntando na festa.

Dona Maria tentou esconder o passado, mas admitiu ter tomado alguns cornos. Ainda falou que sai nesse bloco pois tem saudade de ver tantos "bois" juntos. Disse também que a vocação dela era mesmo dar os cornos nos "machos".

O tradicional chapéu de couro do sertão se juntou com os chifres dos bois de Amaralina, numa festa tipicamente nordestina. Assim, a despedida do Carnaval do Circuito Mestre Bimba teve muito samba, muito amor e muito corno!

*Sob a supervisão da editora Brenda Ramos.