Sáb, 10/02/2018 | Atualizado em: 10/02/2018 às 05h00

Negritude Carnaval do Pelô exalta nossa raiz

Henrique Almeida*
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Ali, no coração da cidade, no Centro Histórico, o carnaval também pulsa. Não embalado por trio elétrico, mas por representações, raízes e histórias da cultura negra. Na noite de ontem, o cantor Lazzo Matumbi abriu, oficialmente, o carnaval do Pelourinho. Mais cedo, a orquestra Sanbone já animava as milhares de pessoas que se reuniram no Terreiro de Jesus. Também teve a alegria da orquestra Benutti e o bloco Tambores do Mundo.

Enquanto os músicos se apresentavam no palco principal, diversos blocos desfilavam no Terreiro de Jesus, entre eles a Escola de Samba Unidos de Itapuã, o bloco Macatu Ventos de Ouro, Afoxé Relíquias Baianas, Xarangol, banda Turma de Bassa e a banda do Farias. Durante o trajeto dos blocos, as pessoas tiveram fotos, acenavam e colocava o samba em dia.

Com o tema 220 anos da Revolta dos Búzios - Igualdade e Liberdade, a abertura do Carnaval do Pelourinho, foi realizada, por volta das 19h30, no Largo do Pelourinho, e teve como novidade duas músicas inéditas do cantor Lazzo Matumbi: "Revolta" e "Esse chão têm minha cor".

"O tema mostra que a revolta não foi em vão. O carnaval sempre foi um ato político e o Brasil é um país excludente. Tentamos tratar essas questões de forma sublime e tocar no Pelourinho é especial, pois me lembra os carnavais antigos, tradicionais", contou Lazzo. No repertório, músicas como "14 de maio", e o clássico "Me abraça e me beija".

* Sob a supervisãoda editora Meire Oliveira