Nas Ruas

Sáb, 10/02/2018 | Atualizado em: 10/02/2018 às 05h00


Nas Ruas

Depois da folia, galera conta os perrengues

Davi Fonseca*
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A sexta-feira na cidade despertou cheia de preguiça nas redondezas dos circuitos oficiais do carnaval. O mormaço provocado pelas altas temperaturas, típicas da estação, apareceu logo durante as primeiras horas da manhã e alimentou a "maresia" de foliões e trabalhadores. Alguns que ficaram por lá justificaram que a precariedade do transporte foi o incentivo para permanecer a espera das próximas horas de diversão. Já outros estão provisoriamente acampados para trabalhar como seguranças, cordeiros e ambulantes.

O trio de piauienses, Milena Silva, 25, Dayane Santos, 27 e Ednaldo Rocha, 37, saíram de Teresina na última hora para curtir o carnaval soteropolitano e emendaram o primeiro dia de festa com o segundo. Eles garantiram o abadá para o próximo bloco na rua Belo Horizonte, que concentra muitos cambistas. "Ontem fomos atrás de Bell Marques e Cláudia Leite e acabamos gastando muito. O transporte acaba ficando caro", disse Ednaldo.O turista Ederson Brito, 35, veio de Ilhéus com os amigos e perambulava na avenida ainda vazia. "Poderia ter uma melhor estrutura de banheiros", opinou Ederson.

Andressa Araújo, 26, saiu de Simões Filho para trabalhar como ambulante na festa e garantiu que o sono não foi nada reparador, mesmo tendo mais um dia de muito trabalho pela frente. Ela reclamou da fiscalização. "Injusta! Os ambulantes não são tratados da mesma forma, mesmo estando licenciados", falou Andressa.

*Sob a supervisão da editora Brenda Ramos