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Sex, 02/02/2018 | Atualizado em: 02/02/2018 às 05h00


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No Fazendão Zé é 'fominha' por natureza

Tiago Lemos
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Autor de um dos gols do do Bahia sobre o Altos, na última terça, Zé Rafael ainda é muito criticado por prender a bola em vários momentos dos jogos.

"Fominha", "delegado" e "mascarado" são alguns dos apelidos para jogadores que tenham esse tipo de característica.

O próprio atleta fala que, se pudesse, participaria de todos os jogos, mesmo com o rodízio adotado por Guto Ferreira – domingo, contra o Jacobina, pelo Baianão, titulares podem ser poupados.

"Eu sempre gostei de jogar muito, de estar em tudo que envolvesse futebol. Se eu puder estar em campo, ajudando, quero estar, sim, presente", diz.

As críticas a Zé Rafael ocorrem porque ele toma algumas decisões erradas durante os jogos: mesmo com colegas livres para receber a bola, ele segura e acaba desarmado.

O jogador se defende: "Quem cobra isso nunca jogou bola... Se eu tiver que fazer isso a minha vida inteira, vou fazer... Se eu mudar meu estilo de jogo porque estão me criticando vou estar fazendo a coisa errada".

Camisa 10 do Bahia na temporada, Zé Rafael não liga para o peso de carregar o número de maior destaque no futebol.

"Pra mim virou só número. Difícil encontrar um clássico dez, jogador com essas características porque geralmente não dá certo, um cara que não marca, não preenche a parte tática... Não me cobro por usar essa camisa e não foi eu que escolhi. Vou fazer o que for melhor... o que for melhor para ajudar meus companheiros", revelou Zé Rafael.