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Qui, 11/01/2018 | Atualizado em: 11/01/2018 às 05h01


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Pega tudo! Dinastia gaúcha volta ao Bahia

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Quem foi o maior goleiro da história da Seleção Brasileira? Muitos vão responder Taffarel, gaúcho herói do tetra em 1994. E o atual titular da Amarelinha? Alisson, também gaúcho.

A força da escola de goleiros do Rio Grande do Sul é indiscutível, com outros destaques como Cássio (Corinthians), Fernando Prass (Palmeiras) e Marcelo Grohe (Grêmio). E o Bahia também tem seguido essa tradição, consolidada com a chegada de Douglas, contratado para o lugar do prata da casa Jean e apresentado na tarde de ontem.

Nascido em Candelária – interior gaúcho, com pouco mais de 30 mil habitantes e conhecida pela colonização alemã, além da grande quantidade encontrada de fósseis de dinossauro – Douglas Alan Schuck Friedrich, 29 anos, será o quarto goleiro titular do Esquadrão nascido no Rio Grande Sul desde o marco Emerson Ferretti, no início do século. Os outros foram Márcio Angonese, em 2007, e Muriel, há dois anos.

Natural de Pelotas, Emerson iniciou sua trajetória no Bahia no ano 2000 e a finalizou em 2005 – só teve uma alteração no status em 2004, ano em que perdeu a posição para o sergipano Márcio. Tornou-se ídolo com as conquistas do Baianão (2001) e da Copa do Nordeste (2001 e 2002), além de ter se destacado em boas campanhas do time no Brasileiro (2000 e 2001). Também amargou tristezas, como a queda para a Série B em 2003 e para a Série C em 2005.

Morador de Salvador, Emerson acompanha as notícias do Bahia e tem opinião formada sobre a vinda de Douglas: "Gosto dele. Foi uma boa contratação. É um goleiro rápido e frio, o que é uma característica dos goleiros gaúchos. Ao menos era uma característica minha e do Taffarel, por exemplo".

Com relação à potencialidade da escola de arqueiros do seu estado, o ex-camisa 1 tricolor especula: "Talvez seja até por causa do biotipo. Como há muitos descendentes de europeus, isso faz com que a média de altura do povo seja maior". Ele também acredita que as referências influenciaram no surgimento de muitos goleiros gaúchos. "Quando nomes como Gilmar Rinaldi e Taffarel começaram a aparecer na Seleção, isso acabou incentivando as crianças a tentar a carreira".

Douglas destacou a fase que vive – tendo sido destaque do Avaí no último Brasileirão – e a maior chance da sua carreira após passagens por vários clubes menores (no Corinthians e no Grêmio, jamais jogou).

"Nunca tive uma grande oportunidade, mas o mais importante é que hoje estou no auge como homem e profissional, e chegando no clube que me dá a condição de representar meu nome, minha cidade e minha família", afirmou ele, que não se preocupa com a responsabilidade de substituir Jean: "Ele fez grande história no Bahia. Penso que é interessante isso de ele ter começado com dificuldade e depois ter se superado. Mas chego para construir minha história", afirmou.

Para que Douglas alcance o sucesso no Bahia, Emerson aponta o caminho: "Uma coisa importante para o goleiro é a regularidade. Douglas se destacou apesar da campanha ruim do Avaí, mas agora ele precisa provar que não foi só um campeonato".