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Sex, 05/01/2018 | Atualizado em: 05/01/2018 às 05h00


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O besteirol que mudou a cena teatral baiana 'A Bofetada' em potência 3.0

Eugênio Afonso
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redacao2jornalmassa.com.br

Para comemorar 30 anos de estrada, a peça A Bofetada volta amanhã ao teatro Sesc Casa do Comércio, onde ficará até 25 de fevereiro, sempre aos sábados e domingos, com elenco formado por Mário Bezerra, Marcos Barretto, Rodrigo Villa e Lelo Filho, que agora assina a direção.

O espetáculo reestreia brindando o público com a participação especial das freirinhas do musical Noviças Rebeldes ao lado das professoras Fanta Maria e Pandora.

E lá se vão três décadas de sucesso da produção que revolucionou o teatro baiano. O ano era 1988 e o gênero besteirol fascinava o país. Um grupo de jovens atores da Companhia Baiana de Patifaria decide criar uma comédia baseada nesse curioso fenômeno teatral. Depois de alguma confabulação, a trupe bate o martelo e monta uma peça recheada de esquetes.

Com textos de Mauro Rasi, Miguel Magno e Ricardo de Almeida, desde a estreia A Bofetada arrebata corações e carrega o mérito de ser um marco importante para o teatro baiano, até então frequentado quase que somente pela classe teatral e alguns apaixonados. Hoje, há o teatro baiano profissionalizado, reconhecido, consumido por quase todos os baianos e que sobrevive, e bem, por três décadas.

"É uma peça que não envelhece, que sempre vai ter força. Tem o mérito de ter trazido o universo baiano para o palco, junto com os espetáculos Los Catedrásticos e Ó Paí Ó", argumenta Fernando Guerreiro, primeiro diretor e responsável pela concepção original da peça que, segundo ele, "nasceu por acaso e transformou-se em um verdadeiro clássico".