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Sáb, 23/12/2017 | Atualizado em: 23/12/2017 às 05h01

Esquema Operação da PF mira a Itaipava

Da Redação
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A operação "Caixa 3" da Polícia Federal, deflagrada ontem, envolve a construção da fábrica da Itaipava em Alagoinhas, no agreste baiano. A investigação apura indícios de fraudes no Banco do Nordeste do Brasil (BNB) para beneficiar o Grupo Petrópolis, proprietário da cerveja Itaipava.

O mesmo esquema também ocorria no Ceará, Pernambuco, São Paulo e Rio de Janeiro. São cumpridos 14 mandados. Segundo a PF, um diretor da Odebrecht disse em acordo de delação premiada na operação Lava Jato que recursos da construção de fábricas de uma cervejaria no Nordeste foram utilizados no esquema envolvendo a Odebrecht e a cervejaria. Com isso, parte do recurso era enviado para doações de campanhas eleitorais.

A PF apurou que o Conselho de Administração do BNB aprovou a troca de uma fiança bancária com nota rating AA (nota de crédito que indica baixo risco) por uma hipoteca da planta industrial de uma fábrica em Alagoinhas. Conforme a PF, um parecer técnico foi favorável a operação, contudo, a forma foi irregular. A Controladoria Geral da União (CGU) constatou descumprimento de normas do banco sobre a avaliação de risco e em relação à substituição da garantia, bem como a fragilidade no acompanhamento do BNB na comprovação financeira na construção.

O Grupo Petrópolis disse estar à disposição da polícia e auxilia na investigação. Procuradas na Bahia e em Fortaleza, as assessorias do BNB não foram localizadas.