Edição do dia
Qua, 20/12/2017 | Atualizado em: 20/12/2017 às 05h00

Alvorada leva herança negra para a avenida

da redação
compartilhe
Enviar para Amigo
INDIQUE A UM AMIGO

Para enviar para outro(s) amigo(s), separe os e-mails com “ , ” (vírgula). Ex.:nome@exemplo.com.br, nome@exemplo.com.br

Imprimir
Reportar erro

Para reportar erros nos textos das matérias publicadas pelo MASSA preencha os dados abaixo e clique em "Enviar"

Aumentar fonte Diminuir fonte

O Carnaval 2018 do Alvorada, o mais antigo bloco de samba a desfilar em Salvador, será um verdeiro manifesto de valorização da herança negra, como prometido. A Associação Protetora dos Desvalidos (APD) foi a escolhida para nortear as ações da agremiação na folia.

Justa homenagem, já que trata-se da primeira organização civil negra no Brasil! Formalizada em 1832, a instituição nasceu por iniciativa de Manoel Victor Serra – um africano livre – com o propósito de comprar alforria e custear a capacitação profissional de ex-escravos, para casos de invalidez e amparo às famílias dos que morriam.

Atualmente com ações de desenvolvimento e valorização da cultura afro-brasileira, além de atividades de fomento do empoderamento, a APD atua na promoção de igualdade e combate ao racismo e de políticas públicas voltadas para direitos da população negra. Sob o slogan "A nova alforria é a cultura", desenvolve projetos de apoios nas áreas social e cultural, via Centro Cultural Manoel Raimundo Querino.

Para homenagear a associação, os foliões do Alvorada vão para a avenida muito bem acompanhados pelas vozes de Valdélio França, Bira (Negros de Fé), Tiago (Relicário Samba Meu), Marco Poca Olho (Samba Tororó), Arnaldo Rafael (Samba de Cozinha), Romilson (Partido Popular), todos conduzidos pelo grupo Bambeia.