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Qui, 07/12/2017 | Atualizado em: 07/12/2017 às 05h00

Surpresa Kátia Vargas pula a fogueira da justiça

Yuri Silva, Alexandre Santos e Luana Almeida
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A médica Kátia Vargas Leal Pereira, 49 anos, acusada pelo duplo homicídio triplamente qualificado que vitimou os irmãos Emanuel e Emanuelle Gomes Dias, de 21 e 23 anos, ocorrido em 11 de outubro de 2013, foi absolvida por quatro votos a três.

A surpreendente decisão do corpo de sete jurados, que nem chegou a ser lida ontem pela juíza Gelzi Maria Almeida Souza, chocou os presentes no Tribunal do Júri, no Fórum Ruy Barbosa, em Nazaré.

Após ser informada do veredito pela própria magistrada, numa sala reservada, Marinúbia Gomes Dias, mãe das vítimas, subiu nas cadeiras do plenário, seguida de aplausos e gritos de apoio. "É um absurdo, quero justiça", berrou.

"Assassina, sua mãe é uma assassina. Maldita! Sua infeliz! Eu vou matar você pessoalmente, Kátia Vargas", gritou Mércia Gomes, tia dos jovens mortos.

Agora, explicou o advogado da família das vítimas, Daniel Keller, a acusação, representada por ele e pelos promotores de Justiça Luciano Assis e David Gallo, terão cinco dias para apresentar um recurso de apelação pedindo ao Tribunal de Justiça da Bahia a revisão da sentença. "Estamos apenas no 1º grau. É prematuro dizer isso, mas pode ser que o tribunal anule esse júri", afirmou Keller, defendendo os recursos como "parte de sistemas democráticos".

Já David Gallo foi duro ao criticar os jurados que absolveram a médica Kátia Vargas. "Quatro pessoas sem compromisso com a justiça sentaram ali pré-determinadas a absolver uma pessoa que cometeu um crime bárbaro. A justiça nesse país é para negro e para pobre", acusou o promotor.