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Qui, 23/11/2017 | Atualizado em: 23/11/2017 às 05h00

Monitorar é possível

Cleane Lima*
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Não é à toa que o Novembro Azul busca conscientizar a população sobre a prevenção e o diagnóstico precoce do câncer de próstata, uma das doenças mais comuns entre brasileiros com mais de 50 anos.

Por não apresentar muitos sintomas, é comum que a enfermidade seja descoberta em fase avançada, o que torna a doença mais fatal. Mas se diagnosticado precocemente, além de maior probabilidade de êxito no tratamento, alguns casos nem precisam de cirurgia e recomenda-se o monitoramento com a chamada conduta expectante.

De acordo com o Dr. Elimilson Brandão, urologista geral e oncologista do Hapvida, trata-se de uma alternativa para aqueles pacientes que descobrem os tumores logo no início. "A conduto é indicada para os pacientes que descobrem o tumor em fase inicial e que, muito provavelmente, não irá morrer de câncer", explica.

Contudo, é necessário se encaixar em alguns requisitos para que estejam aptos a esse tipo de acompanhamento. O especialista afirma que o nível de PSA (enzima da próstata) tem que ser menor que dez e a nota da biópsia deve ser, no máximo, seis. "Além, disso, no máximo dois fragmentos da biópsia podem ser positivos. Sem esses pré-requisitos, a conduta expectante não é recomendada", alerta.

Segundo Dr. Elimilson, o tratamento consiste em acompanhamento do tumor com exames periódicos. "Quem adotá-lo, deve fazer exames regulares de PSA e biópsia, além do toque retal anual. Se for notada qualquer progressão do câncer, alguma intervenção deve ser feita", finaliza.

* Sob a supervisão da editora Ellen Alaver