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Qua, 22/11/2017 | Atualizado em: 22/11/2017 às 05h00

No Rio Deputados de volta ao xilindró

Estadão Conteúdo
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Por unanimidade, os desembargadores responsáveis pelo processo da operação Cadeia Velha no Tribunal Regional Federal da 2ª Região (TRF2), no Rio, determinaram o restabelecimento da prisão dos deputados da Assembleia Legislativa do Estado (Alerj) Jorge Picciani, Edson Albertassi e Paulo Melo, todos do PMDB. O relator, desembargador Abel Gomes, argumentou que o alvará de soltura, determinado em votação entre os deputados da Alerj, não passou pelo tribunal. Os outros quatro desembargadores acompanharam o voto do relator na sessão de ontem, 21.

A decisão dos parlamentares foi encaminhada diretamente pela assembleia para a prisão de Benfica, na zona norte do Rio, sem passar pelo TRF, e os deputados foram soltos.

O desembargador Paulo Espírito Santo concordou com o relator e disse que a libertação dos deputados "pareceu resgate de faroeste". "Eles foram resgatados sem nenhuma ordem judicial", disse. "As pessoas precisam acreditar no Judiciário e como vão acreditar vendo isso? O Ministério Público está fazendo esforço para recompor o País a sua normalidade, tentando acabar com a corrupção". "A decisão foi estarrecedora. A Alerj escreveu uma página negra em sua história", completou.

O desembargador ainda sustentou que a ação foi uma "completa violação à Constituição. Não recebi nenhum oficio da Alerj, com o resultado da votação", disse.