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Seg, 20/11/2017 | Atualizado em: 20/11/2017 às 05h00

Ser mãe a todo custo

Luana Almeida
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Em um quarto de hotel, *Camila e *Sandra aguardam ansiosas. No cômodo ao lado, *Roberto se masturba enquanto assiste vídeos eróticos. Após 15 minutos, Roberto encontra Camila no corredor e entrega um recipiente contendo seu sémen, que em seguida será injetado o mais próximo do colo de útero de Sandra com uma seringa.

Foi a terceira vez que as duas, juntas há três anos, recorreram ao processo de inseminação caseira para tentar realizar o sonho da maternidade. Elas conheceram o método pela internet no ano passado e, desde então, desistiram da inseminação em uma clínica especializada.

Por ser um procedimento não regulamentado, o Ministério da Saúde não tem informações sobre a técnica. Apesar de condenado por especialistas em reprodução humana (ver ao lado), é grande o número de comunidades nas redes sociais formada por mulheres interessadas no tema.

Camila e Sandra, entretanto, acreditam na validade do método. "Hoje, temos 15 grávidas no grupo. Outras 15 já saíram por já terem conseguido engravidar", contou Camila.

Entre tantas mulheres, é grande também a quantidade de homens que se dizem doadores. Nos perfis, eles destacam as características físicas como forma de atrair a atenção.