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Sáb, 18/11/2017 | Atualizado em: 18/11/2017 às 05h00

Quabales: o som made in Nordeste de Amaralina

Ana Carolina Passos*
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O tocar dos tambores na Rua do Norte, no Nordeste de Amaralina, divide os vizinhos. Tem os que amam e os que não são tão chegados aos batuques incessantes do Quabales. Uma coisa é unânime: melhor os meninos sob o comando da percussão do que ao relento pelas ruas do bairro.

O projeto sócio educativo idealizado por Marivaldo dos Santos e Fernanda Mello existe há seis anos e leva à comunidade do Nordeste a fusão da percussão baiana com a linguagem do STOMP - grupo percussivo em cartaz na Broadway há mais de 20 anos do qual Marivaldo faz parte - visando a inclusão social de jovens e adolescentes. Na prática, é a arte como ferramenta no combate às drogas e à violência.

O grupo, que mistura performance, percussão de instrumentos e corporal, hip hop, canto e som eletrônico, cria uma linguagem mundial, que pode ser conferida amanhã, às 11h, no projeto Domingo no TCA.

A programação faz parte do Novembro Negro, uma série de espetáculos organizada pelo Teatro em comemoração ao Dia da Consciência Negra, celebrado no dia 20.

Antes de tocar 'em casa', o Quabales Show – núcleo performático do projeto – fez diversas participações em grandes eventos, como no Rock in Rio deste ano, quando dividiu o palco Sunset com a cantora baiana Margareth Menezes.

"Começamos de fora para dentro. Para nós, estar no palco do TCA era tudo que queríamos. Ainda mais nesse projeto de inclusão no teatro, que conversa com o que a gente prega. Pregamos inclusão de todas as maneiras", conta Marivaldo dos Santos.

* Sob a supervisão da editora Márcia Moreira