Edição do dia
Sex, 17/11/2017 | Atualizado em: 17/11/2017 às 05h00

Ilê celebra 44 anos no Concha Negra

Ana Carolina passos*
compartilhe
Enviar para Amigo
INDIQUE A UM AMIGO

Para enviar para outro(s) amigo(s), separe os e-mails com “ , ” (vírgula). Ex.:nome@exemplo.com.br, nome@exemplo.com.br

Imprimir
Reportar erro

Para reportar erros nos textos das matérias publicadas pelo MASSA preencha os dados abaixo e clique em "Enviar"

Aumentar fonte Diminuir fonte

"Que bloco é esse? Eu quero saber, É o mundo negro, Que viemos mostrar pra você". Assim ecoou o coro da resistência no Carnaval de 1974, na Praça Castro Alves, com os versos da canção de Paulinho Camafeu. O grupo anunciava a força do mundo negro e a africanização da folia. Mas foi na Liberdade, mais precisamente no Curuzu, que o canto negro ganhou força e tomou forma com o Ilê Aiyê, o mais antigo bloco afro de Salvador.

Os 44 anos de história do Ilê Aiyê serão celebrados amanhã, às 18h, na Concha Acústica, em mais uma edição do projeto Concha Negra. Desta vez, o show do Mais Belo dos Belos vai contar com participações de Criolo, Daniela Mercury e do Bando de Teatro Olodum.

"A escolha foi pela amizade e pela parceria. Criolo tem uma relação bem legal com o pessoal do terreiro, com a família. Musicalmente vai ser um show", garante Vovô do Ilê.

Feliz com o convite, Criolo, que gravou um clipe com uma nova versão de Que Bloco É Esse? em 2012, diz que é um privilégio dividir o palco com a Band'Aiyê. "Só de permitirem que eu suba ao palco com toda essa força de luta, resistência e amor à cultura, já é algo que será guardado para sempre em meu coração", diz emocionado.

* Sob a supervisão da editora Márcia Moreira