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Qua, 08/11/2017 | Atualizado em: 08/11/2017 às 05h01

'Ê, Faraó': 30 anos de samba reggae

Roberto Aguiar*
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"Este disco é dedicado à comunidade do Maciel/Pelourinho, a todas as pessoas que lutam contra o racismo, aos nossos ancestrais dos quilombos e da Revolta dos Búzios e a dona Benedita Evangelista de Melo", assina o Grupo Cultural Olodum na contracapa do seu primeiro LP, Egito Madagascar, lançado em 8 de novembro de 1987.

Para festejar os 30 anos do primeiro disco de samba reggae do mundo, o Olodum realiza um encontro dos 120 percussionistas da banda com grandes nomes da música baiana, antigos vocalistas e atual ala de canto do grupo. O show acontece hoje, às 19h, tendo como palco a sacada da Casa do Olodum, na Rua Maciel de Baixo, no Pelourinho. Tudo 0800!

"Hoje a festa é para agradecer ao povo da Bahia e a todos que abraçaram o projeto do Olodum e que torcem para o ritmo criado por Neguinho do Samba permanecer firme e forte. Nós passamos, mas a entidade fica. É essa história de resistência que queremos deixar", diz Lazinho, um dos vocalistas da banda.

Para ele, "Faraó Madagascar" é um divisor de águas. O Olodum apresentou um som diferente, a batida dos tambores, com a marca da cultura negra. Um som potente que conquistou o mundo", afirma o cantor. "Mostramos uma vertente musical diferente da que sempre era relacionada à Bahia, ligada ao Tropicalismo", completa Lazinho. O samba reggae ganhou o mundo e encantou músicos como Paul Simon e Michael Jackson.

* Sob a supervisão da jornalista Márcia Moreira