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Seg, 06/11/2017 | Atualizado em: 06/11/2017 às 05h00

Gringos embalam o baile Tricolor

Daniel Dórea
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Com um novo uniforme rubro que poderia lembrar o da seleção chilena. Quem sabe até o da Espanha ou do Sevilla. E com o brilho dos únicos dois jogadores do elenco que não têm o português como língua-mãe.

Foi desta maneira peculiar que o Bahia derrotou ontem a Ponte Preta, por 2 a 0, na Fonte Nova, e abriu sete pontos de distância para a zona de rebaixamento – a maior vantagem desde o início do campeonato. Os gols foram do colombiano Mendoza, com passe do argentino Allione, e de Edigar Junio, assistido por Mendoza.

Agora em 10º, na metade de cima da classificação, o Esquadrão volta a campo já mirando objetivos maiores na quarta-feira, quando visita o Avaí às 18h30.

O início da partida trouxe pouca ou nenhuma emoção. A Ponte, como era de se esperar, apostava numa tática mais defensiva, no aguardo de uma oportunidade para contra-atacar. E o Tricolor não conseguia desenvolver seu toque de bola.

Com um volante a menos e quatro atletas na linha mais ofensiva do meio-campo, o Bahia tinha dificuldade na saída de jogo, apesar de dominar a posse de bola.

Com tantos armadores em campo, era boa a possibilidade de sair um passe diferenciado. E ele veio dos pés de Allione, que deixou Mendoza na cara do gol. O colombiano tocou na saída de Aranha para se isolar como artilheiro do Bahia no Brasileiro, com sete gols.

Parecia que o Tricolor assumiria de vez o domínio da partida, porém, ao invés disso, a Ponte começou a se assanhar. Passou a trocar mais passes e chegou perto do gol nos minutos finais.

Aos 45, Maranhão cobrou escanteio, Jean saiu mal, mas Yago não aproveitou a sobra. E, já nos acréscimos Nino arrancou e cruzou para Claudinho, que errou.

Para tentar sofrer menos, Carpegiani desmontou o esquema mais ousado ao trocar o meia Vinicius pelo volante Juninho ainda no intervalo. Funcionou, pois o Bahia ficou mais plantado e começou a assustar nos contra-ataques.

Com 13 minutos, a Macaca já havia queimado suas três alterações, entretanto, a equipe não evoluiu. Já o Bahia seguia criando. Aos 19, Edigar Junio roubou bola, mas não foi feliz na hora do passe para Mendoza.

O Tricolor colecionava erros e teimava em não matar o jogo, o que ocorreu só aos 48 minutos, quando Zé Rafael lançou, Mendoza ajeitou de cabeça e Edigar fuzilou para igualar o colombiano na artilharia da equipe. E para fazer quem briga contra a degola comer poeira.