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Sex, 03/11/2017 | Atualizado em: 03/11/2017 às 05h00

Um toque faz toda a diferença

Roseli Servilha*
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O diagnóstico de câncer de próstata que o aposentado Ronaldo Fonseca Cavalcante, 71, recebeu há cerca de seis anos foi severo. Mesmo com dois diagnósticos da doença na família - pai e avô -, ele não conseguiu romper a barreira do preconceito contra o exame de toque retal. "Puro machismo. Vi meu pai e meu avô lutarem contra essa doença. Mesmo assim, deixei rolar, achei que não aconteceria comigo", confessa.

No Brasil, segundo dados da Sociedade Brasileira de Urologia, em 2015, 14.484 homens morreram em decorrência do câncer de próstata. O Instituto Nacional do Câncer (Inca), estima que mais de 61 mil novos casos de câncer de próstata sejam diagnosticados no Brasil, 3.910 deles na Bahia, com 740 em Salvador.

Oncologista clínico do Núcleo de Oncologia da Bahia (NOB), Rafael Batista, pontua que boa parte dos homens ainda tem preconceito, mas já enxerga mudanças.

"Aos poucos temos vencido esse preconceito, que vem da falta de informação. O próprio Novembro Azul é um alerta para a prevenção e ajuda a vencer essa barreira. De forma geral, a minha impressão é que os homens estão mais atentos à sua saúde e mais conscientes de que é preciso se prevenir", comemora.

* Sob a supervisão da jornalista Hilcélia Falcão