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Qui, 19/10/2017 | Atualizado em: 19/10/2017 às 05h00

Sujou! Dique do Tororó exala fedentina misteriosa

Yuri Silva
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Quem passa pelo Dique do Tororó, principalmente na região próxima à Estação da Lapa, tem usado todo tipo de artifício para fugir do mau cheiro que atinge a área. Há quem use a mão e a camisa para tapar o nariz, mas há também quem opte por extinguir o local do percurso, a fim de não se deparar com o forte odor.

Galhos de árvore caídos, folhas de plantas, garrafas pet, sacos plásticos e outros detritos formam uma grande gosma na superfície da água. Segundo relatos, a crosta de sujeira muda de posição a depender da direção do vento.

De tão incomoda, a situação mau-cheirosa já gerou até abaixo-assinado, conta o autônomo José Erotildes, 58, que utiliza as barras de ferro instaladas em uma das pontas do curso d'água para fazer faz exercícios.

José conta que foi ele quem organizou a movimentação, capaz de unir idosos e garotos que se revezam nos equipamentos, localizados na altura da concessionária Sammar.

Entregue à Conder, órgão responsável pela manutenção do dique, o documento não teve resposta, diz Erotildes, o que tem sido motivo de revolta. Inflamado, ele mesmo reclama do "descaso" com a área. "Isso é uma vergonha. Um cartão postal em lugar nenhum do mundo fica assim, abandonado e sujo", brada José.

O exercício ao ar livre tem sido substituído por caminhadas em esteiras de academias. "Todo dia é isso. Se você chegar perto, não aguenta. Tenho medo de que isso, no futuro, me traga algo [doença]", alarma o vigilante Epaminondas Francisco, 49, que deixou de ir às margens do dique e prefere evitar o local.