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Qua, 11/10/2017 | Atualizado em: 11/10/2017 às 05h00

Socorro! Agente de saúde sem atendimento

Davi Fonseca*
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"Casa de ferreiro, espeto de pau". Esse ditado representa bem o drama vivido por Rosa Cristina Oliveira Souza, 53 anos, que é agente comunitária de saúde de Simões Filho e presta serviço de orientação às comunidades do município há 18 anos.

Rosa tem endométrio espessado ou hiperplasia endometrial, e sofre para conseguir cirurgia. Sua rotina de sair para trabalhar levando informação para comunidade, fazendo o que gosta, mudou completamente, e seus dias têm sido de muita dor e sofrimento.

"Os primeiros sintomas surgiram em 2013. Sempre que retornava do trabalho sentia fortes dores abdominais e os analgésicos só aliviavam. Já em 2014, eu fiz uma transvaginal que detectou um corpo estranho no colo do útero. Assim que o médico me disse que poderia ser algo grave, fiquei preocupada e a procura por atendimento começou", conta Rosa, que mora no bairro Cristo Rei.

Ela precisa realizar uma cirurgia de histerectomia, que é a retirada do útero. Mas não teve sucesso ao procurar o Hospital Municipal Eduardo Alencar, mesmo não suportando as fortes dores e sangramentos diários. A situação que ela se encontra é de risco, mas não tem condições pagar por atendimento na rede particular.

"O médico ainda solicitou uma ressonância e uma ultrassom com doppler, mas não tenho como fazer, os exames são caros. Já busquei realizar os exames e a cirurgia pelo município, mas infelizmente não consegui".

* Sob a supervisão da editora-coordenadora Ana Paula Ramos.