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Sex, 12/05/2017 | Atualizado em: 12/05/2017 às 05h00

Juninho Preparado para a elite

Tiago Lemos
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Aos 31 anos, Juninho se prepara para disputar a primeira Série A da carreira. O volante deve ser titular neste domingo, diante do Atlético-PR, às 4h da tarde, na Fonte Nova.

Em entrevista exclusiva ao MASSA!, Juninho diz que o Bahia vai surpreender na elite, mas não esquece a final do Regional - o primeiro jogo contra o Sport será no dia 17. Além disso, fala sobre a condição de reserva e conta como é sua relação com Guto.

A perda do título baiano já foi superada?

O grupo todo ficou abatido após o jogo, porque a gente tinha consciência que poderia ter conquistado o título. Lamentamos muito, mas já vamos focar todas as nossas forças para a final da Copa do Nordeste.

O que faltou para o Bahia levantar a taça?

Caprichar na hora de definir. Fomos melhores nos dois jogos contra eles [Vitória].

Pelo menos você foi escolhido mais uma vez para a seleção do Baianão.

É gratificante. Estou no caminho certo. Agora é trabalhar com empenho para fazer um ano tão bom quanto foi 2016.

O que esperar da estreia no Brasileiro, diante do Atlético-PR, na Fonte?

A gente espera começar com o pé direito. O Campeonato Brasileiro é o mais difícil do mundo, são várias equipes com condições de ganhar. Vamos encarar os jogos como 38 finais. Vencer o Atlético vai dar confiança.

Qual a meta do Bahia na Série A?

Vamos tratar as metas depois de disputar e ganhar a Copa do Nordeste. Não falamos sobre metas no Brasileiro ainda. Então, acho que temos de ir jogo a jogo. Cada ponto perdido vai ficar difícil para recuperar depois.

Qual a expectativa de jogar a Série A pela primeira vez?

Sempre tem aquele friozinho na barriga. Estou muito motivado.

Você foi o craque do Bahia na Série B, no ano passado. E agora, tem o mesmo objetivo na elite?

Em 2015 entrei na seleção da Série B pelo Macaé. No ano passado fiz parte da seleção do Baianão, da Copa do Nordeste e da Série B pelo Bahia. Agora entrei na seleção do Baiano de novo, mas não fico almejando nada. Trabalho todos os dias, com dedicação, empenho e deixo nas mãos de Deus.

Tem um sabor especial conquistar a Copa do Nordeste?

Pra fazer uma história bonita no clube tem que ser campeão.

No ano passado você marcou 11 gols em 55 jogos. Em 2017, foram dois tentos em 21 jogos. Está mais difícil fazer os gols?

Esse ano não tive tantas chances de finalizar. As equipes têm dificultado a marcação. Mas dei quatro assistências e fiz dois gols. Ainda sou fundamental na parte ofensiva.

Guto Ferreira voltou a escalar a dupla de volantes com Renê Júnior e Edson nos Ba-Vis decisivos. O que acha disso?

Eu fiquei um pouco triste, né. Pelo que fiz ano passado e tudo. Gosto muito de jogar, de estar em campo. Mas a gente respeita nosso companheiro que está entrando. Trabalho para buscar meu espaço. Foi opção do professor Guto e ele escolhe quem acha melhor.

Como é sua relação com Guto Ferreira?

Relação profissional. Ele é meu treinador. Nossa convivência é só profissional.

No último Ba-Vi, você jogou pelo lado direito, enquanto Edson atuou pela esquerda. Por qual motivo?

Gosto de jogar pelo lado esquerdo, mas como no momento o Edson é titular e vem jogando pela esquerda, fiz a função do Renê Júnior.

Você não se destacou em 2016 pela esquerda?

Sim. Até pela minha característica de finalizar de fora, de trazer para dentro e conseguir um ângulo melhor.

Você recebeu proposta do Vitória em 2017?

Antes de ser contratado pelo Bahia tive proposta, mas a do Bahia foi melhor e estou feliz aqui. Petkovic [técnico do Vitória], na época que trabalhou no Criciúma, falava em me contratar, mas não chegou nada. Tenho uma identificação com o Bahia, com o torcedor.

Você jogaria no rival?

O Bahia abriu as portas pra mim e não tenho vontade de sair.

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