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Qui, 04/05/2017 | Atualizado em: 04/05/2017 às 05h00

Buzus Galera não come reggae e reclama

Jones Araújo*
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Com o objetivo de melhorar a qualidade do transporte público na capital baiana, Salvador recebeu, em 2015, uma frota de 1.200 ônibus novos. Passados dois anos, problemas de adaptação aos novos modelos continuam surgindo e referendam a pesquisa feita pela empresa Vagas.com: das dez capitais avaliadas, Salvador é a terceira pior em transporte público.

"Para mim, o novo modelo de transporte ajuda a diminuir assaltos, além de proteger o motorista e o cobrador. Mas continua sem conforto e sempre cheio", disse o assistente de operação, Ivenilson Silva, 33 anos, morador de Itapuã.

Já para o estudante Rafael Mello, 22, morador da Fazenda Grande do Retiro, o despreparo dos motoristas, muitas vezes decorrente de más condições de trabalho, é determinante. "Os pontos são figurativos. Precisamos percorrer grandes distâncias para alcançar o ônibus, que para antes ou depois, de acordo com o querer do seu condutor", comenta.

Passagem cara, carros sujos, bancos quebrados e maus tratos por parte dos condutores são outras queixas da população, que ainda reclama da direção imprudente e da alta velocidade com que os motoristas trafegam. "Eles não respeitam ninguém, principalmente quem anda de moto", criticou o mototaxista Tadeu Oliveira, 37, morador de Pernambués.

Os ciclistas também condenam essa direção perigosa. "Costumo andar de bicicleta com meu grupo de ciclistas nas rua e os ônibus passam raspando em nossas pernas", diz a coordenadora criativa Jamile Santana.

* Sob a supervisão da editora-coordenadora Ana Paula Ramos.

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