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Sáb, 15/04/2017 | Atualizado em: 15/04/2017 às 05h00

Dindin de plástico é um perigo, pai!

Camila de Jesus e débora souza*
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No fim de janeiro, o Banco Central determinou as novas regras para o uso rotativo do cartão de crédito, e as medidas entraram em vigor desde o dia 3 de abril. O sistema rotativo refere-se ao pagamento mínimo da fatura. Uma das principais mudanças é que esse valor não poderá ser pago por dois meses seguidos, e sim a partir de um parcelamento oferecido pela financeira, que pode ir até 24 vezes.

Anteriormente, caso o consumidor tivesse uma dívida de R$ 1.000 e pagasse a parcela mínina (cerca de R$ 145, referente a 15% do total do débito) e caso optasse por dividir o restante em até 12x vezes, o valor final a pagar iria para R$ 1.800. Com as mudanças, o total da dívida passaria para R$ 1.450, em parcelas menores.

Segundo Reginaldo Alcântara, professor de economia, "o ideal é que o consumidor faça um controle mais detalhados dos gastos, principalmente com o parcelamento do cartão de crédito". Ele ainda faz um alerta importante: "Nunca gaste além do que ganha. Comprometa até 30% da sua renda, o restante deve ser relacionado a bens e serviços para atender às suas necessidades".

Já o professor de finanças Antônio Carvalho destaca que, além do controle prático, é preciso que o consumidor tenha domínio psicológico da situação. "Antes de realizar a compra, faça três perguntas: eu preciso disso realmente? eu tenho dinheiro para isso? e eu preciso disso agora?", diz ele. Vale ressaltar: prefira menos parcelas, ainda que os valores sejam mais altos.

* Sob a supervisão da editora-coordenadora Ana Paula Ramos.