Edição do dia
Sex, 14/04/2017 | Atualizado em: 14/04/2017 às 05h00

Malhação de Judas rende até dindin

aina soleda
compartilhe
Enviar para Amigo
INDIQUE A UM AMIGO

Para enviar para outro(s) amigo(s), separe os e-mails com “ , ” (vírgula). Ex.:nome@exemplo.com.br, nome@exemplo.com.br

Imprimir
Reportar erro

Para reportar erros nos textos das matérias publicadas pelo MASSA preencha os dados abaixo e clique em "Enviar"

Aumentar fonte Diminuir fonte

A malhação de Judas amanhã, Sábado de Aleluia, é uma das tradições mais festejadas da Semana Santa. Com muita irreverência e criatividade, a comunidade, sobretudo nos bairros populares, espera ansiosamente pela leitura do testamento e posterior queima do traidor.

Mas quem disse que diversão não rima com trabalho? Em Salvador, é possível encontrar os bonecos na Rua 10 de Novembro, na Barros Reis.

A vendedora Tatiana Neiva conta que a tradição de produzir os bonecos começou com o irmão Jean Neiva, 31, e o tio Fernando Santos, 55, em casa, há mais de 20 anos.

Para ela, restou zelar pelo bom relacionamento com a clientela: "Cuido das vendas e meu irmão e meu tio produzem os bonecos, sempre padronizados, para que as pessoas possam caracterizá-los individualmente".

Os bonecos medem 1,60m, contêm quatro espadas e muitos fogos, para "não sobrar nada", diz a vendedora. Cada boneco custa R$ 270, mas Tatiana avisa: "Em quantidade, tem conversa". Para garantir a compra, o cliente precisa pagar metade do valor no dia da solicitação e o resto na entrega.

A produção começa cerca de um mês antes da malhação de Judas e a família faz mais de 100 bonecos, distribuídos para toda a Bahia.

O líder comunitário Fábio Ferreira é um dos clientes mais antigos. Ele compra há dez anos para a malhação em Pirajá. Amanhã, o traidor da vez será o presidente, e a queima do Judas traz o tema: "Temer, o terror dos brasileiros".

* Sob a supervisão da editora-coordenadora Ana Paula Ramos.