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Ter, 11/04/2017 | Atualizado em: 11/04/2017 às 05h00

Não tem doença certa: o negócio é peixe fresco!

Davi Fonseca*
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Crise financeira ou doença misteriosa, supostamente causada pela ingestão de peixes, não foram motivos para afastar a tradicional clientela da Semana Santa.

Na Feira de São Joaquim o movimento já é considerável, mas a expectativa é que as vendas aumentem. "A tendência é que isso aconteça próximo à Sexta Santa", disse Valney 'do peixe fresco', 62, que vende pescados há mais de 30 anos.

Para os vendedores, a dificuldade nas vendas do ano passado - causada pela desconfiança dos consumidores que temiam a 'doença da urina escura', relacionada ao consumo dos peixes olho de boi e badejo - foi superada. "O pessoal deixa pra comprar em cima da hora, só pega fogo a partir de amanhã", falou André do Peixe, 44, que mudou de ramo com a crise do ano passado. "Passei a vender frutas. Agora as pessoas compram, porque tem que comer mesmo".

O casal de aposentados José Antônio,70, e Antônia Ferreira, 65, saíram de Paripe para comprar os ingredientes da refeição especial na manhã de ontem. "Fomos ao Mercado de Água de Meninos, mas está tudo muito caro. Viemos pra cá na esperança de encontrar preços melhores", explicou dona Antônia.

* Sob a supervisão da editora-coordenadora Ana Paula Ramos.