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Qui, 12/10/2017 | Atualizado em: 12/10/2017 às 05h00

Série A Baêa tenta sujar o Porco de lama

Conteúdo Daniel Dórea

Daniel Dórea

redacao@jornalmassa.com.br

Paulo César Carpegiani não é aquele técnico 'paizão', que vai formar a 'Família Carpé' e ministrar palestras de autoajuda. Também não é o famoso general 'linha dura'. Não irá erguer a voz para conseguir tirar o melhor de seus jogadores, dos quais prefere manter certo distanciamento.

Desde que chegou, na última quinta-feira, o experiente treinador de 68 anos colocou foco total na parte tática. Projetou maior ousadia na postura da equipe. Corrigiu erros. Mudou até o esquema. Ou seja, aposta todas as suas fichas pura e simplesmente no futebol, deixando fatores externos em segundo plano.

Porém, para nós, não custa buscar outros argumentos para imaginar um bom resultado do Bahia hoje, às 9h da noite, em São Paulo, diante do Palmeiras, pela 27ª rodada do Brasileirão.

Saindo das questões técnicas e táticas, nunca se deve desprezar a força de uma mudança. É comum ver times que trocam de técnico conseguirem sucesso imediato, ainda que em várias ocasiões seja efêmero.

No caso do Bahia neste Brasileirão, os dois exemplos seguem exatamente esta linha: Jorginho e Preto Casagrande, que começaram bem e terminaram mal seus trabalhos. De volta à função de auxiliar, Preto espera ver de perto seu sucessor repetir o bom aproveitamento neste início.

E, é claro, fazer disso uma constante até a rodada derradeira. Caso consiga os mesmos sete pontos nos quatro primeiros embates, o Esquadrão terá alcançado 38. E estará, desta forma, bem perto de se salvar do rebaixamento – para tal, os matemáticos sempre calculam serem necessários no mínimo 45 pontos.

Para o confronto com o Palmeiras, Carpegiani já definiu a mudança do 4-2-3-1 para o 4-1-4-1 e a entrada de Edigar Junio no time titular.