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Sáb, 12/08/2017 | Atualizado em: 12/08/2017 às 05h00

BDM é barril Medo toma conta com fim de chefão

Conteúdo ANDREZZA MOURA

ANDREZZA MOURA

andrezza.moura@jornalmassa.com.br

Durante todo o dia de ontem, o clima nos bairros da Boca do Rio e São Cristóvão, ambos em Salvador, e nas cidades de Alagoinhas e Catu foi de medo e apreensão. Isso se deu após supostos traficantes de drogas da facção Bonde do Maluco (BDM) ordenar que comerciantes locais fechassem seus estabelecimentos.

Um áudio repassado pelo aplicativo WhatsApp dava conta de que o toque de recolher foi uma retaliação pela morte de Marcelo Batista dos Santos, 31 anos, o Marreno, na quarta-feira (9), em confronto com policiais da Força-tarefa da Secretaria de Segurança Pública (SSP/ BA), na Via Parafuso, na Linha Verde.

O comparsa dele, Anselmo Nascimento Sena, o Senna, também morreu na ação.

Conforme o secretário da SSP, Maurício Teles Barbosa, ele era o principal representante da facção e alvo prioritário da polícia. Marreno era o responsável pela distribuição de drogas e armamentos em todo Estado, em manter contato com internos do sistema prisional e em ordenar mortes de desafetos.

Ele também era apontado pela polícia como o braço direito de Zé de Lessa, o fundador da BDM. Segundo uma fonte policial, Zé de Lessa encontra-se foragido e vivendo no Paraguai.

Ontem à tarde, policiais militares da Companhia de Policiamento Especializado (Cipe) Polo prenderam, em Catu, Zenildo dos Santos Júnior. Ele é suspeito de disseminar os áudios determinando o fechamento do comércio local.